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EDIÇÃO ESPECIAL · TRADE MARKETING 2026
Merchandising no PDV em 2026: as tendências que saíram do discurso e viraram operaçãoHá alguns anos, tendências como IA, dados em tempo real e loja física como mídia eram promessas de palestra. Em 2026, elas viraram rotina de operação no ponto de venda. Nesta edição, separamos as 7 tendências do merchandising no PDV que estão se concretizando agora — com dados e fontes. |
IA no centro da gestão de campo
A inteligência artificial deixou de ser laboratório e virou ferramenta prática: antecipa rupturas, gera insights automáticos dos dados de campo e otimiza roteiros de promotores. No Brasil, 82% dos líderes de varejo já consideram a IA essencial para a competitividade (FGV, 2025).
📊 Até 35% de redução nas faltas em gôndola com previsão de ruptura por machine learning.
Dados em tempo real valem vendas
Relatar anomalia no momento em que ela acontece — falta de estoque, preço errado, material POP fora do lugar — encurta o tempo de correção e protege a venda. Equipes que agem sobre dados de campo em tempo real podem gerar até 15% de vendas incrementais (Barreda, via Revista Shopping Centers).
A loja física virou mídia (retail media in-store)
76% das compras seguem acontecendo presencialmente em 2026 (Coresight Research). E o mercado de retail media deve chegar a US$ 203,9 bilhões este ano — alta de 14% — com telas e áudio da loja atualizando em tempo real conforme estoque, clima e horário. A gôndola virou espaço de influência no exato momento da decisão.
Reconhecimento de imagem: uma foto, dezenas de insights
O promotor fotografa a gôndola e a IA lê em segundos: share de gôndola, ruptura, conformidade de planograma, presença de POP e preços — inclusive do concorrente. O que levava 15 a 20 minutos de contagem manual virou questão de segundos, com mais precisão e padronização.
Omnichannel e o WhatsApp como PDV
O consumidor pesquisa no celular, compara preço online e fecha a compra na loja — ou o contrário. O e-commerce deve representar 19% das vendas do varejo brasileiro (eMarketer), e o WhatsApp virou ponto de venda: o shopper quer conversar, tirar dúvida e comprar sem sair da conversa. Execução no físico e inteligência no digital precisam andar juntas.
ESG na gôndola
Displays descartáveis dão lugar a soluções reutilizáveis e digitais; a roteirização de rotas passa a considerar a pegada de carbono; e o promotor se torna embaixador de sustentabilidade da marca no PDV. Redes varejistas já exigem relatórios ESG de fornecedores — quem se antecipa ganha preferência.
Merchandising experiencial: dar motivo para ficar
As lojas que ganham espaço em 2026 não são as de maior sortimento, e sim as que dão motivo para o shopper entrar, ficar e voltar: zonas de demonstração, degustações e ativações que transformam corredor em experiência.
📌 O que isso significa para a sua marca
| 1 | Execução com dado: cada visita ao PDV deve gerar informação acionável — ruptura, preço, share, POP. |
| 2 | Custo com inteligência: promotores compartilhados + tecnologia barateiam a operação sem sacrificar resultado. |
| 3 | Presença que vende: gôndola abastecida, ponto extra bem negociado e experiência na loja são investimento, não despesa. |
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Fontes citadas: FGV (2025); Revista Shopping Centers — Trade Marketing 2026: a revolução silenciosa do PDV; Coresight Research via Rockbot — Retail Media Trends 2026; eMarketer; eMerchan — 7 tendências do trade marketing digital 2026; T-ROC — Retail Merchandising Trends. Você recebe esta newsletter porque acompanha a Clear Promoções. Clear Promoções · 29 anos · Pioneira em Promotores Compartilhados. |